sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Dolce fare niente

O dolce fare niente, ao contrário do que se possa pensar, é uma arte. E como qualquer arte, requer artistas. E como em qualquer arte, há quem nasça com essa aptidão e há quem tenha de aprender a arte.
Não é fácil conseguir ficar duas horas deitada num sofá, com os membros inferiores ligeiramente elevados sem que, durante esse período de tempo, não nos ocorra nada de aborrecido para fazer. Confesso: eu não consigo. Durante essas duas horas que sejam, sou instintivamente impulsionada para a porta do frigorífico pelo menos duas vezes.
Considerando-me no entanto uma pessoa com consideráveis conhecimentos dessa arte, aprendi que os impulsos para o frigorífico, tal como os impulsos para o comando da TV ou os impulsos para fechar os olhos, dormitar e babar ligeiramente são, na verdade, especializações do Doutoramento na referida arte.

Com esta teoria vos deixo, não podendo também deixar de vos dizer “I told you so….”