quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ode ao Urinol – Igualdade e tampas de sanita

Curiosamente, aquando da saída desse estudo que nos coloca, portugueses, abaixo de Uganda, Botswana, Israel e outros no ranking das igualdades entre sexos, pensava eu nas tampas de sanita.
Qual a relação? Toda e nenhuma.
Acho que a igualdade entre sexos muitas das vezes é confundida com feminismo. Se por um lado não depende apenas das mulheres trabalhadoras conseguirem boas ou melhores colocações em termos profissionais, por outro não podem também as entidades empregadoras empregar alguém “por ser mulher”. Pessoalmente, acho que é aqui que se confundem igualdade entre sexos e feminismo…

Mas o que eu queria mesmo era falar das tampas de sanita. Esse mito dos homens deixarem a tampa da sanita levantada, e todas as reclamações que surgem da parte do sexo feminino em relação a isso, é puro feminismo! E numa perspectiva mais pormenorizada, os homens até são discriminados!

Senão vejamos: tendo em conta que, em quatro actos diferentes – contando homem e mulher separadamente – praticados na sanita (sem contar com a regurgitação), apenas em um deles se levanta a tampa da sanita, seja por hábito, por sono, por falta de pontaria… e se os homens tem de levantar a tampa, por que raio não hão-de as mulheres ter de a baixar?!

E a discriminação? Ora…se existem uns depósitos apropriados para o sexo masculino urinar, a que se chama urinol (nome muito mas muito mais feliz e lógico que sanita, diga-se de passagem), por que raio não temos urinóis em nossas casas? Os arquitectos, engenheiros, toda essa gente envolvida na construção civil, ignora os urinóis porquê?!

Viva o Urinol, viva! E vivam os homens que, num gesto de protesto contra o feminismo da casa de banho, deixam a tampa da sanita levantada!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pequim 2008 - repescagem de Inutilidades negras

Domingo, 14 de Setembro de 2008;
Marido e mulher tomam o pequeno almoço enquanto no Bom Dia Portugal da RTP1 vão dando as notícias;
Desporto, paralímpicos de Pequim....reportagem sobre o basquetebol em cadeira de rodas;
Mulher olha desconfiada para a TV tentando perceber como é que eles conseguem;
Marido (que aparentemente já tinha percebido) comenta: "Não, a sério, aquilo são passos, está mais que visto que são passos!!";
Mulher olha de esguelha para o marido, e quando ia soltar uma gargalhada macabra, o marido volta a comentar: "eeeeeeeeeeeeeeeeh paaaaaah, grande afundanço!!"…

No further comments.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Matemática

Eu, que imortalizei essa frase “Casei com um contabilista para não ter de fazer contas” estou revoltada! Não com o contabilista nem com a matemática (ciência que desconheço mas que não nego), mas com o Portugal futeboleiro. (Nota: não vou falar de futebol nem de coxas, ok?)
Porque é que não perdemos logo o jogo de uma vez? Para que é que o Liedson entrou no Sábado? Para alimentar as esperanças de todos os portugueses que adoram a matemática e as suas intermináveis probabilidades e possibilidades? Sou bastante futeboleira, mas acho que já chega…. Para além de ter uma grande aversão à ida do Liedson á selecção, apenas porque não o considero seleccionável, ainda teve de ser essa criatura a dar esperanças aos tugas…. Por favor…

Portugal é fado e futebol, certo? Fado é saudade, certo? Então Portugal é saudade e futebol. Não valeria então muito mais a pena acabar com as esperanças de qualificação de uma vez por todas para que os portugueses saudosistas apagassem esta imagem recente da selecção e ficassem a relembrar, com saudade, esse glorioso SLBBBBB gloriosoooooooooo SLB…não, não era isto que queria dizer, vou reformular… esse glorioso Euro 2004.

O que me aborrece mais ainda é que, com um bocadinho de jeito, se o resultado de hoje for diferente da vitória para Portugal, alguém vai descobrir uma fórmula matemática mirabolante pela qual ainda poderemos ser apurados! Uau!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Dolce fare niente

O dolce fare niente, ao contrário do que se possa pensar, é uma arte. E como qualquer arte, requer artistas. E como em qualquer arte, há quem nasça com essa aptidão e há quem tenha de aprender a arte.
Não é fácil conseguir ficar duas horas deitada num sofá, com os membros inferiores ligeiramente elevados sem que, durante esse período de tempo, não nos ocorra nada de aborrecido para fazer. Confesso: eu não consigo. Durante essas duas horas que sejam, sou instintivamente impulsionada para a porta do frigorífico pelo menos duas vezes.
Considerando-me no entanto uma pessoa com consideráveis conhecimentos dessa arte, aprendi que os impulsos para o frigorífico, tal como os impulsos para o comando da TV ou os impulsos para fechar os olhos, dormitar e babar ligeiramente são, na verdade, especializações do Doutoramento na referida arte.

Com esta teoria vos deixo, não podendo também deixar de vos dizer “I told you so….”